Esperando a volta dos Mecenas

Há dias tão claros ultimamente, galhos tão finos e nuvens vazias. Há um eu lúcido brigando com a própria bipolaridade de sentir luz entrando e trevas saindo. Ou o contrário. Faltou água aqui e ainda me sinto preenchido pelo amor ou por uma bolha gigante. Não estou tão aflito e tenho dado voltas pra fazer o que tanto gosto: desopilar. Tenho atravessado paredes e pulado janelas quando viajantes do tempo ou crianças histéricas aparecem à procura de diálogos. Pouco converso, pouco observo e mudo. Estou colocando leis e uma delas é mudar ou pensar em mudar a cada esquina cruzada, a cada trilho pisado e a cada raio de sol que dança com pele. Ouço vozes opiniosas e que, constantemente, distraem meus pensamentos e me levam a vários lugares e espaços geográficos sem que eu precise pegar uma locomotiva ou voar. Tenho oprimido minhas vontades e sempre digo não quando pedem pr’eu correr. Voltei a falar com algumas pessoas, mesmo tão desacreditado de comunicações olfativas. Prefiro árvores, imagens, fotografias, flores ou música.
Há fatos e projetos que ainda permanecem pelo mesmo motivo de precisar respirar. A arte invade, causa reflexões e prosas com dois lados (ou mais) que existam de mim. Dias atrás fiz analises de imagem e pude perceber bochechas com um rubor um pouco mais fraco como da vez anterior. A vez anterior não passava de minutos atrás e eu acabei pensando em como a velocidade de causas e tempo me assustam. Também não tenho preferências por um quarto maior, uma sala 6×6 ou box de vidro. Prefiro vozes e essas já tenho/escuto. Ah, lembrei de um ângulo não-tão-distante no cotidiano: a contradição. Ainda ouso contrariar paisagens e pensamentos confusos de grandes nomes e grandes homens para a humanidade. Até que enfim, parei pra pensar como isso é tolo. Até tive espasmos com alguns risos causados por uma semana caótica depois disso.
Me dei ao luxo e ao trabalho de observar os finos cabelos do céu às 16:59 da tarde. Rosados, azuis, lisos e mutáveis. Vi que só era piscar e desapareciam, mas continuavam lindos pós-pôr do Sol. Vi galhos virando veias, pulsando folhas ao universo e liberando vida à natureza em uma velocidade gigante. O fenômeno não me assustava, afinal, era tão natural quanto acordar, jogar o óculos no rosto e ouvir de si mesmo: estou vivo.

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