Oãça Cor

Estou triste pela minha incapacidade e, principalmente, pelas pessoas serem responsáveis por toda melancolia.. Estou mal pela minha indisposição ao sair, pelo asco que criei das ruas, do asfalto, das árvores e plantas, de roupas arrumadas e tênis fechados.. Estou fundo pela prescrição que criei de não receber nenhuma luz do certo e nenhuma atenção dos outros.

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Quero me esconder, quero fugir, sumir, quero deixar essa palhaçada de lado e viver sozinho, numa casa branca por fora e noite por dentro, sem energia, sem água, sem dependências.. É isso que me exclui. Não quero mais rodar, caminhar, tentar me encontrar, já que descobri que me escondo de mim mesmo desde o primeiro contato social que deu-se. Não quero descansar e nem cansar de ter escolhido ser como sou, não quero receber ordens e regras que outrora acatei. Não quero mais abraços, beijos e nem ouvir “eu estou aqui com você”, pois sei que tudo isso sempre foi irreal. Posso estar engasgado pela falta de vocabulário que deixei de falar, posso procurar a escolha errada e me jogar nessa tripulação, mas quem vai chegar pedindo stop ou pedindo pra que eu possa continuar aceitando sentimentos esmagados pelo remorso involuntário, quando outras verdades são mais relevantes que um pobre coração desconsolado vagando entre tantos outros?
Não haverá outras vezes, nem chances. Tudo já desabou e não existe voltas depois que se chega ao fim.

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